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Las Vegas, para pessoas não fumantes, pode se  tornar uma cidade um pouco complicada. E mais ainda para os não jogadores, pois tudo acontece dentro dos hotéis onde estão os cassinos. O trajeto até os teatros e restaurantes incluem atravessar um oceano de fumaça fedorenta e isso para uma não fumante, alérgica e intolerante ao mau cheiro como eu, se tornou bem desagradável.Eu não iria novamente a Las Vegas, pois a cidade não combina comigo, definitivamente. Mesmo assim, existem muitas coisas legais a se fazer por lá!

Nossa busca por lugares mais autênticos nos levou ao Container Park, um espécie de shopping aberto, lindamente arquitetado com containers de diversos tamanhos e cores. Achei diferente e descolado. Pelo menos é original e não imita nada, bem melhor do que a falsificação da Fontana de Trevi ou da Torre Eiffel que também existem em Vegas. No Container Park os restaurantes são mais simples e originais, com mesas ao ar livre em um Boulevard arborizado. Curtimos um mexicano pra lá de fofo, uma art-sanduicheria e uma casa de chá. Sem lojas da Chanel ou Cartier, o lugar conta com boutiques queridinhas de acessórios, souvenir, camisetas exclusivas e geniais. Fica bem no centro antigo da cidade e recomendo a visita para quem prefere programinhas mais charmosos e menos ostentativos. O pessoal que frequenta é mais bonitinho e estiloso do que os que circulam pelos hotéis “chiques” de Las Vegas.

lasvegas

As crianças curtiram muito os parques de diversão em Vegas, a High Roller que é a maior roda gigante do mundo e o Sky Zone, um centro indoor repleto de camas elásticas gigantescas. Dizem também que é o maior parque indoor de trampolins elásticos do mundo!

E sobre os hotéis? Onde se hospedar? Dos hotéis que visitamos o pior deles é Flamingo, fede muito a cigarro e é muito antigo e decadente, assim como o Luxor. O Bellagio é lindo, luxuoso e caro, e ao menos que alguém tenha o sonho de se hospedar no hotel de Onze Homens e um Segredo, há opções mais interessantes e mais em conta. É no Bellagio que fica o teatro onde acontece o Espetáculo “O” do Cirque du Soleil.

O hotel The Venetian apesar de antigo, agrega um shopping bem peculiar, com um céu artificial sempre azul e gôndolas que levam turistas pelos canais venezianos recriados dentro do hotel. E olha que os gondoleiros cantam e dançam musicas tradicionais italianas como Pavarotis americanos enquanto pilotam as gôndolas naquele cenário surreal. E mais surreal ainda é ver os turistas pagando para circular nessas gôndolas cantantes! Mas o hotel é aconchegante e conta com muitas opções gastronômicas italianas  como o Zaferino e o Buddy’s.

O hotel com menos cheiro de cigarro e também por isso o mais agradável pra nós, entre os que visitamos, é o New york New york , que conta com uma réplica do bairro da Little Italy, repleto de restaurantes graciosos. Para hospedar-se com crianças talvez seja uma boa opção. Há um grande Fliperama na parte superior do cassino e a  imensa montanha russa que vai de um prédio a outro, coisa que os fofinhos sempre adoram!
O Ceaser é imponente também, mas com o Cassino bem lotado e acessos fumacentos. Fizeram uma enorme propaganda do buffet deste hotel. Confesso que não achei nada de mais. Pra mim aquilo é comida do tipo bastantão pra impressionar turista mais pela fartura do que pelo sabor. O hotel Aria é um dos mais novos e modernos de Las Vegas e parece estar agradando os visitantes brasileiros.

O melhor passeio que fizemos em Las Vegas foi, sem dúvidas, o Grand Canyon. Lugar mágico, belíssimo e realmente enigmático. Estando em Las Vegas, o cânion mais próximo fica a duas horas de carro e a estrada é bem tranquila. É o West Rin com 3 pontos de belvederes. O carro fica no estacionamento e um ônibus do parque leva os visitantes por um trajeto de cerca de 10 minutos para chegar a cada ponto. Pode-se permanecer no cânion por quanto tempo quiser e o valor pago ao parque é 45 dólares por pessoa. Não é possível ver o cânion sem pagar, pois o parque é cercado e policiado. Há ainda a chamada Skywalk, localizada no segundo cânion, que é uma passarela de vidro imensa construída sobre a parte mais profunda do penhasco oeste. O acesso à Skywalk custa mais 43 doares por pessoa, mas realmente não acho que vale a pena. A Melhor vista de todas é a do último cânion, por isso é bom reservar mais tempo para ele.

grancanyonwestrim

Partindo de Las Vegas há muitos serviços de ônibus ou vans para grupos que levam até o West Rin, no caso de preferir não alugar um carro. Outra opção bem interessante é ir de helicóptero, que sai de Vegas num passeio de 4 horas a 340 dólares por pessoa. Não fomos, mas eu bem que gostaria. Minha prima Silvana, que mora em Los Angeles, amou o passeio de helicóptero e me contou que sobrevoar o cânion e mergulhando nas fissuras a bordo do Maverik voador é uma experiência alucinante! Imagino, mas ficou para a próxima!
Gostei tanto de de visitar o Grand Canyon que pretendo conhecer os outros parques cortados por ele, alguns abrigam hotéis e atividades como rafting, trilhas a pé e com bike e trajetos de barco. Olha aí, projetos para viagens futuras!

Uma beijoca

3 Comentários

  1. Patty Zuco disse:

    Re, te entendo bem! Cheguei em Vegas pelo deserto- Mojave. Uma viagem linda, vindo da Califórnia, San Diego. Imagina a decepção? Gente demais na rua, por tudo, aliás, muita bebedeira e fumaceira…?estava em outra vibe. Acho que só iria denovo com uma turma de amigos, uns que tenho listados, que gostam dd jogar , beber, dormir tarde…ai pode ser bem divertido, o cheiro de cigarro coloco em perspectiva neste caso, se não, é deprimente!
    Quanto às réplicas e outras coisas turísticas nem comento, não quero parecer chata… Bjs

  2. Joana Maria Toigo Conte disse:

    Que legal. Deméter sido divertido além de muito interessante. Beijos. Bom retorno.

  3. Marilia disse:

    Muito verdade o seu relato de Las Vegas! Como brasileira morando em Dallas nos Estados Unidos mais do que já morei no Brasil (40+anos), Las Vegas não cabe mais nos meus roteiros por todas as razões que voce falou, principalmente a fumaça e cheiro de cigarro!
    Meus lugares favoritos são os parques nacionais, pricipalmente em Utah onde tem alguns parques menores não muito conhecidos (Capitol Reef, Kodachrome) onde a gente fica mesmo em contato com a natureza, em trilhas, cenários fantásticos e sem muita gente!
    Abraços

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