E que tipo de sofrimento acumulamos dentro armário em forma de roupas que nos deixam mais belas? O PETA sabe.
Eu ouso fazer um gancho do post da Dani Conte Blogueiros no Camboja para estimular mais um pouco a reflexão sobre o papel do consumidor na cadeia produtiva daquilo que compramos.
Há alguma semanas li a notícia sobre de 23mil peças de roupas em lã distribuídas entre os refugiados da guerra da Síria. A Inditex, empresa matriz da Zara, foi a responsável pela doação, depois que a organização não governamental PETA (People for the Ethical Treatment of Animais) denunciou os maltrados sofridos por coelhos angorá, em granjas no interior da China.A lã angorá, matéria prima das peças doadas pela Zara, é um tecido fino e macio feito a partir do pêlo do coelho agorá. Segundo o PETA, 90% do fio de angorá utilizado no mundo é proveniente de criações do animal na China.
Essa imagem obtida em um blog de moda brasileiro retrata a forma como fashionistas enobrecem a lã de angorá e influenciam o desejo de mulheres para o consumo do produto.
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Depois de assistir ao vídeo do PETA, alguém consegue encontrar algo de nobre em vestir um desses suéterzinhos peludinhos e macios?
Embora a Inditex tenha divulgado que não acredita que as peças do seu estoque sejam provenientes de fazenda que mal tratam os coelhos para a extração do pelo, declarou ao jornal britânico The Guardian que irá parar de vender produtos que contenham angorá.
Outros gigantes do ramo como H&M, Marks & Spencer, Topshop e Primark também decidiram parar de vender produtos com angorá depois das denuncias do PETA.
Mas e nós? Vamos continuar a comprar roupas “chiques” por influência de blogueiras desmioladas e comerciais de revistas vazios sem saber como são produzidas e a quem causam dor para chegarem aos nossos closets?
O senso do que é NOBRE precisa mudar urgente. E é justamente o consumidor que tem poder para catalisar essa mudança.
Para mais vídeos sobre cadeias produtivas mantidas através do sofrimento de animais, acesse o site do PETA: www.peta.org .
Um beijo
Rê