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De uma sala de cinema (ou da frente de uma tela tv) nunca saímos indiferentes.

Este é o objetivo dos filmes, mexer com as emoções, provocar sentimentos, confusos ou não.

Os filmes “gastronômicos”, ou seja, que trazem como mote a gastronomia, vão além dos demais. Vão além do rir, chorar, amar e temer. Ele estimula muitos sentimentos, nada confusos: fome, vontade de cozinhar, de aprender a cozinhar, de ser chef, de sair para jantar, de provar denovo algo que já provou, de provar coisas novas… Estimula memorias, dependendo do  enredo. E, normalmente, os sentimentos são sempre bons.

Talvez por isso eu curta tanto assistir. Já vi quase todos disponíveis no mercado, vivo procurando, todas dicas que recebo, procuro e assisto.

E, hoje, com o mundo maravilhoso da internet, “não há o que não haja”.

Assisti recentemente um que nunca tinha ouvido falar : “O Guia Culinário do Amor”  (The Food Guide To Love), um filme irlandês de 2012. Trata-se de um foodie, ou seja, de um crítico gastronômico, amante da boa mesa, apreciador e cozinheiro. Tem uma coluna no jornal local em Dublin, e editou o livro homônimo ao filme. Contudo sua vida amorosa é desastrosa.

the_food_guide_to_love

Por que ele me chamou à atenção? A primeira vista é uma comedia romântica, meio igual a todas, mas nesse caso a questão do alimento tem outras sutilezas. Envolve sua infância e sua vida amorosa de forma muito profunda, não se tratando de memorias afetivas, mas de personalidade. No filme aparece o conflito dos carnívoros e veganos , e do que se é capaz de fazer e comer por amor, determinação, revolta ou tristeza.

Estou recomendando, porque me tocou de forma diferente.

O trailer dá uma ideia do caos amoroso e do romance em geral, mas não do que falei. Contudo, dá para sentir a vibe:


THE FOOD GUIDE TO LOVE – Trailer Official English por filmow

Gostei bastante, é claro que a questão da proteção dos animais, ser ou não vegetariano é algo que é tratado de forma leve e cômica, para ambos os lados, porque o conflito instalado é que é bacana.  Mas vale para abrir a discussão. Quando duas pessoas não compartilham dos mesmos valores, a relação está fadada ao insucesso, mas se os gostos culinários são muito contraditórios? Será que?

Eu não disse que a gente nunca saía indiferente da frente de uma tela de cinema? Já assisti filmes muito inspiradores, que me fizeram levantar do sofá para abrir um vinho na metade do tempo, ou que me levaram comprar livros e cozinhar com temperos e sabores que jamais fariam ou farão parte da minha mesa. Ou simplesmente, que me deram incentivo para continuar testando, sem medo, todos os sabores que minha intuição deixar.  Entre eles posso listar “A Festa de Babette”, “Sem Reservas”, “The Ramen Girl”, “Chef”, “A Cem Passos do Paraíso” e, o multi-inspirador “Ratatouille”, o animé que prega que qualquer um pode cozinhar.

Quase todos estão disponíveis nas TVs a cabo, Netflix ou sites especializados, sem contar as locadoras de DVD’s …  O mundo das películas aos nossos pés!

Estoure as pipocas, abra um vinho ou um guaraná e bom filme!

Beijos,

Zucca

Dani Conte
Dani Conte
Escreve sobre moda, beleza e tendências, mas também dá seus pitacos em outros assuntos. Revisa demonicamente todos os conteúdos do blog.

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