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Hoje eu vou contar a minha experiência na casa da Zucca. O formato será um pouco diferente – as fotos estão lá no final – e não é por acaso! Eu juro que vai ser bem mais legal olhá-las depois de ler toda a história!

Antes de tudo, preciso contar que eu vi nesse relato uma ótima oportunidade de dividir algumas opiniões sobre comportamento. Nenhum dos meus comentários é baseado em livros de etiqueta, são apenas considerações sobre o cotidiano.

A Patty me mandou uma mensagem de texto para convidar para um jantar na casa dela. O convite foi feito com quase duas semanas de antecedência e na mesma ocasião ela já tratou de saber se eu tinha alguma restrição em relação ao que ela pretendia servir. A antecedência no convite nem sempre é possível, mas é muito legal porque, mesmo em recepções informais e pequenas, ajuda os convidados a organizarem suas agendas. Além disso, bom anfitrião é o anfitrião organizado.

Na semana anterior ao jantar ela criou um divertido evento no Facebook, para que os convidados interagissem. Essa é uma ótima dica para quebrar o gelo entre pessoas que não se conhecem e que vão se encontrar em um jantar. Não era o nosso caso porque eu já conhecia as outras gurias de oooooutros carnavais… hehe! Mesmo assim foi super divertido e fez o encontro ainda mais especial.

Primeira vez:

É gentil levar alguma coisa para o anfitrião. Cozinhar para alguém ou convidar algum amigo para sentar à mesa de casa é um gesto muito carinhoso e merece reciprocidade. Além disso, eu ainda não tinha estado na casa da Patty depois que ela se mudou (há anos), e dizem que é auspicioso para a amizade “não chegar de mãos vazias” na primeira visita.

Vinho sempre é um aliado para essas ocasiões e sempre é a minha primeira alternativa, mas a Patty é boa entendedora e havia adiantado que serviria um vinho especial. Descartei a ideia. Chocolate me parece muito cliché. Comidinhas… Bem, me sentiria ridícula levando comidinhas para a Zucca, apesar de ter certeza de que ela adoraria. Aliás, fica aqui meu registro de que acho muito fofo aparecer com uma compota caseira deliciosa, um bolinho, uma geléia ou um tempero. Nada de pacotes brilhosos ou papeis barulhentos! Não é um presente, é um carinho, portanto, sem extravagâncias. Um pote de geléia caseira, dependendo da rotina de quem recebe, pode ser uma preciosidade. Um bolinho caseiro em uma caixa fofa, chás, um café especial…

No meu caso, levei flores! E tratei de conseguir (não foi fácil, viu, floriculturas de Caxias do Sul?) o arranjo que eu considero ideal para levar para alguém que recebe em casa: sem enfeites, papéis coloridos ou fitas espalhafatosas. SEM GLITTER PELO AMOR DE DEUS!!! Penso que flores, de vários tipos, compondo uma harmonia de cores em um arranjo que se possa carregar com apenas uma mão, e que não fique pingando por onde se passa, cumprem muito melhor seu papel quando sozinhas do que quando acompanhadas de milhões de penduricalhos que depois vão fora ou que provavelmente interferirão (negativamente) na decoração da casa de quem vai recebê-las. Escolhi as flores, pedi para a vendedora limpar os galhos e amarrar uma fita de rafia. Ficou fofo – nada exagerado.

Look:

Escolhi uma calça de couro e um tricô de algodão bem básico. O agasalho foi responsável pela sofisticação – um jeito de chegar arrumada mas não ficar “montada” dentro de casa.

Na hora:

Eu tenho o péssimo, horroroso, inaceitável e vergonhoso hábito de me atrasar para a maioria dos eventos noturnos. Desta vez eu me organizei para chegar no horário – e recomendo! Mesmo que o anfitrião esteja ciente de que algumas pessoas podem se atrasar, atrasos são inadmissíveis quando se vai na casa das pessoas. Em jantares pequenos, então, nem se fala. É cafona. Simples assim.

Chegada:

A Patty, maravilhosa que é, me recebeu pela cozinha. E eu nem esperava nada diferente disso, afinal, ela estava preparando o nosso jantar e eu considero uma honra entrar na cozinha da Zucca. Vanessinha e Patty Perini já estavam lá. Lisane chegou em seguida! Em um piscar de olhos eu já estava livre da bolsa e do casaco e com uma taça de espumante na mão!

Cardápio:

Não leia se estiver com fome.

Enquanto a Patty preparava a sobremesa para que fosse ao forno durante o jantar, fotografando o passo a passo da receita, ficamos na cozinha conversando e beliscando os aperitivos preparados com antecedência. Dentre eles uma novidade sensacional, que eu chamei de ‘Surpresinha de Bacon’. Sério, foi uma das melhores coisas que eu já comi! Trata-se de uma amêndoa envolta por uma ameixa seca descaroçada. Até aí ok. Mas acontece que elas recebem uma tira de bacon, que as envolve quase escondendo as moças (daí a surpresinha). O Bacon é preso por um palito para não abrir durante o cozimento – que eu não sei se é frito ou assado! Daí, minha gente, basta pegar o palito e levar à boca aquela iguaria para se sentir no céu abraçada no Bradley Cooper enquanto Javier Bardem massageia seus pés e Adam Levine canta Lost Stars no seu ouvido, à capela, servindo uma taça de extra brut! Sem mais.

Fomos à mesa. Tudo estava impecável. Enquanto nos acomodávamos a Patty Perini serviu o tão famoso e delicioso vinho – Bettú – sobre o qual a Zucca já escreveu aqui no Blog.

A entrada, servida individualmente em mini cocottes Le Creuset, era caldo verde – uma sopa tradicionalíssima portuguesa que leva couve e linguiça (a Zucca usou paio) em um caldo espesso saborosíssimo.

O prato principal era uma receita de família, o Bacalhau do Vô João. A Zucca ainda não detalhou essa receita no Zucca Gastrô, mas contou sua história quando fez o Bacalhau da Zucca – e o Bacalhau da Zucca é inspirado no Bacalhau do Vô João.

Confesso que estava ansiosa para provar uma receita de bacalhau da Patty. Eu já sabia que o bacalhau era uma das especialidades da família. Nossos pais se conhecem desde, segundo os cálculos do meu pai, 1964 ou 1965… Ele – papi poderoso -, um apreciador de bacalhau do tipo exigente e com vastíssima experiência, sempre elogiou as receitas da Salete, mãe da Patty e filha do Vô João.

Enquanto depositava uma generosa porção no meu prato, ela me explicou que o Bacalhau do Vô João deve ser servido em temperatura ambiente. No prato auxiliar, pão. Sobre o bacalhau, mais azeite. Falar a respeito já me faz salivar (eu estou revisando este texto às 11h20 da manhã… que idéia infeliz!). Seguramente foi um dos melhores bacalhaus que eu já comi na vida. E olha que eu AMO bacalhau e já tenho alguma experiência, seguindo o caminho do meu pai, só que com tempo de vida insuficiente para alcançar sua expertise…

Depois de repetir a dose de bacalhau, mais Bettú na taça, lá veio a Patty com a sobremesa. Recheio de tortinha de maçã, coberto por trança de massa folhada… na maçã!!! Isso mesmo. Eram maçãs-tortinha ou tortinhas-maçã. Servidos com sorvete de baunilha lindamente acomodado na tampinha da maçã. Por um minuto senti pena de comer de tão lindo que era, mas bastou o perfume daquela sobremesa se aproximar de mim que a pena evaporou e eu me deliciei, sem a menor dificuldade de chegar ao final, mesmo depois de todo aquele bacalhau, precedido pelo caldo verde e pelas surpresinhas de bacon. Definitivamente meu sistema digestivo se divide em compartimentos totalmente distintos para doces e salgados e um jamais interfere no outro.

O jantar maravilhoso e a companhia divertidíssima das gurias fez entrarmos madrugada a dentro, agora regadas a licores e a ótimas risadas. Foi uma das mais divertidas noites dos últimos tempos!

Por fim, ganhei meu avental lindo do Zucca Gastrô, com uma cartinha mais linda ainda!

Como se não bastasse tantos afagos na alma, a Patty ainda criou um grupo no Whats App para agradecer a presença e saber se todas haviam chegado bem em casa.

A vida faz disso. As pessoas que nos são caras de algum jeito ficam perto… Como bem diz a minha mãe: “Deus faz, o diabo espalha e eles por si se juntam!”

Obrigada, Patty!

Beijos e aqui vão as fotos porque não quero babar sozinha!

Dani Conte
Dani Conte
Escreve sobre moda, beleza e tendências, mas também dá seus pitacos em outros assuntos. Revisa demonicamente todos os conteúdos do blog.

4 Comentários

  1. Cristina Conte disse:

    Que linda descrição de uma noite maravilhosa!!! E que fome de delícias que deu!!!! Parabéns a ti e a Zucca!!! Beijo!!!

  2. Fer Tissot disse:

    Dani! Amei o texto, parece até que estive lá também!
    Flores são sempre bem vindas, e super concordo com a regrinha de levar um mimo ao anfitrião!

    Beijos!!!

  3. Joana Maria Toigo Conte disse:

    Bela história. Que cardápio!!! Parabéns.

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