Sobre História, Festival, Blues e Estampas

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Quando descobrimos os porquês das músicas que a gente ouve, nos apaixonamos mais por elas. Bom, ao menos comigo sempre é assim e é por isso que eu estou vivendo uma fase apaixonadinha.

No próximo fim-de-semana acontece o evento que, segundo uma amiga que mora fora daqui “colocou Caxias no mapa mundi”, o Mississipi Delta Blues Festival.

Bom, sobre o MDBF eu teria várias observações a fazer, mas me limito a dizer que sempre que entro no evento eu tenho a impressão de ter cruzado um portal que me conduziu a um mundo paralelo onde todo mundo é legal, bem humorado e bonito. Onde a música é sempre boa. Onde as pessoas são livres de preconceitos e amigas umas das outras. Foi sempre assim e assim sempre será, ao menos para mim.

Neste ano meu olhar para o MDBF é especialmente carinhoso. Eu tive a sorte de ser convidada para uma ação promovida pela FSG – Faculdade da Serra Gaúcha dentro do festival e que me colocou em contato com a história emocionante do Blues – daí a fase apaixonadinha.

A FSG vai contar a história do Blues. Mas não é um texto ou uma construção de imagens… Nada disso. É de usar. É de carregar com a gente. É de levar junto para fazer a nossa história, porque é nisso que eles acreditam.

A galera da Epic se puxou para construir um conceito e propor um material que contasse a história do Blues de um jeito moderno. E eles criaram três estampas lindas que falam das três fases do Blues: Work Songs, Delta Blues e Chicago.

Work Songs? Pois é… O Blues começou nos campos de algodão do Sul dos Estados Unidos. Os escravos africanos eram proibidos de usar instrumentos musicais ou objetos que pudessem se transformar em batida, então eles cantavam para se distrair do sofrimento. No começo sofreram represálias até que os senhores para quem trabalhavam notaram que o canto era uma ótima ferramenta de concentração e rendimento de trabalho. As melodias e as letras das chamadas “work songs” falavam de tristeza e de sofrimento através de códigos ou, muitas vezes, explicitamente, e foram elas que deram origem ao que hoje nós chamamos de Blues.

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Com o passar do tempo as Work Songs foram instrumentalizadas. Violão e voz caracterizaram esta segunda fase, conhecida como Delta Blues. Robert Johnson fez história.

Esta fase foi marcada pelas grandes lendas urbanas do blues, como a da encruzilhada, segundo a qual o mesmo Robert Jonhson teria vendido sua alma ao diabo para conseguir o talento na voz e no violão. Ele teria ficado na encruzilhada entre as rodovias 61 e 49 em uma noite de lua nova. À meia noite, o diabo em forma de homem teria aparecido para afinar as cordas de seu violão. Johnson morreu aos 27 anos em circunstâncias misteriosas… Reza a lenda que seu uísque foi envenenado pelo marido de uma mulher que seria sua amante.

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Na terceira fase,  Chicago, o Blues passa a ser um ícone da cultura popular do sul dos Estados Unidos. Os negros que procuravam fugir da escravidão e buscar uma vida melhor encontraram Chicago como destino. O Blues chega aos centros urbanos e se torna elétrico com a inserção das guitarras. Surgem as bandas e o Blues se consagra como o  gênero de música que conhecemos hoje.

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Pois bem, a FSG, com a ajuda da Epic, contou a história do Blues em estampas. E eu vou vestida delas!

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Gostou?

Então se liga no Festival que a gente vai estar por lá contando história com essas bandanas lindas! Vai que você dá sorte e ganha uma… 😉

 

Dani Conte
Dani Conte
Escreve sobre moda, beleza e tendências, mas também dá seus pitacos em outros assuntos. Revisa demonicamente todos os conteúdos do blog.

2 Comentários

  1. Joana Maria Toigo Conte disse:

    Aprendi coisas que não sabia. As fotos estão lindas.

  2. Cristina disse:

    Ótimo!!!!!!

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