MASTERCHEF JR – LIÇÃO DE EMPATIA

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Olá pessoal,

É indiscutível a força e a audiência dos programas de TV voltados à gastronomia. Sou consumidora voraz de toda e qualquer publicação que conseguir ter acesso e, consequentemente, dos reality shows na área e até mesmo das mais convencionais produções.

Acredito que a maior audiência relacionada com tema é, salvo melhor juízo, aquela relativa aos que envolvem competição.

Eu entendo… Afinal,  é incrível ver uma turma de não profissionais (ou até profissionais, em alguns casos) criar e desenvolver receitas a partir de uma tema, com interferências, temas pré-determinados… A disputa sempre anima a gente, talvez pela discussão e interação que possam causar.

Mas o que dizer de crianças, de 10 ou 12 anos, nesta disputa? Sabe do que eu estou falando?

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Se você ainda não assistiu a nenhum episódio do MasterChef Junior que está acontecendo desde o mês passado, recomendo que o faça. Assista porque, além de uma aula de gastronomia, você vai ficar chocado com as lições de amizade e solidariedade que essa meninada passa prá gente.

É possível que logo comecem as disputas mais acirradas, até incentivadas pelos organizadores talvez, para dar mais graça à coisa… Mas gente, eles são ótimos.

No último episódio (exibido dia 03/11), me emocionei profundamente  com o momento da eliminação de dois candidatos.

Ao ser anunciado, um dos meninos, que sempre era muito concentrado, sofria e procurava não chorar, não desabou nem com as lindas palavras da Chef (diva das panelas) Paola Carossela, de incentivo e carinho.

Já o outro, o Tomás, de 13 anos,  deixou rolar a emoção e as lágrimas. Pudera, o menino, mega talentoso, se preocupou em ajudar todo mundo antes mesmo de fazer o seu prato

Vendo a dificuldade dos colegas ao redor, deixou pra lá sua bancada e foi ajudar quem tinha menos equilíbrio emocional, quem lhe parecia mais necessitado, quem chorava pelas agruras do momento. Foi assim em mais de um episódio, aliás! Não é lindo isso?!

É claro que isso prejudicou seu prato, não cozinhou o tempo suficiente. Mas o garoto é de uma bondade… Ou melhor, ele tem empatia!!!! Empatia no sentido mais intrínseco a palavra.

Eu chorei com ele também!

Mas ele perdeu mesmo ao ser eliminado? Claro que não! Ele só somou pontos com o lado bom da existência! Só fez coisas boas e, para quem tem este perfil, a vida é muito generosa. É ruim para uma competição, mas é bom demais para a própria vida.

Ele entendeu, talvez mais que todo mundo, que esta competição não o define. O resultado, não vai fazer diferença na vida dele. Mas as atitudes… Ah… estas, meu amigo, já definiram a preciosidade de pessoa que ele é!

E a maior recompensa, ao sair do grupo, foi  a atitude dos amigos: gratos,literalmente se jogaram sobre ele, para abraçá-lo, muito choro, muita promessa de amizade eterna… Muitas meninas também.

Gente, são crianças! Eles choram e é bonito de ver quão genuíno é o sentimento. Eles nem tem noção da exposição, da publicidade, do efeito desta competição nas suas vidas. Eles querem fazer bem  e bonito. Querem que os Chefs jurados gostem dos seus pratos e, mais e principalmente, querem se divertir com os novos amigos fazendo o que amam: cozinhar!

Mas o que mais vale nessa vida, heim pessoal? Para mim está ótimo!

Assista ao epísodio:

De fato o Materchef Junior é uma aula de empatia, maestria e lição de vida!

Não concorda?

O mais legal é que esta atitude do Tomás pode ser vista na maior parte dos participantes! Exemplo pra gente, heim?!

Beijos,

Zucca

Foodblogger

www.zuccagastro.com.br

Dani Conte
Dani Conte
Escreve sobre moda, beleza e tendências, mas também dá seus pitacos em outros assuntos. Revisa demonicamente todos os conteúdos do blog.

1 Comentário

  1. Joana Maria Toigo Conte disse:

    Que espetáculo. Texto e ação exemplar.

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