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Depois de uma olhada no feed de notícias do Facebook uma pergunta ecoa incessantemente: Selfie, pra quê mesmo?

Já pensou que você lembra mais daquela pessoa pelas fotos que ela posta no Instagram do que pelos encontros físicos que você tem com ela? Ou seja, seus conhecidos são (na sua mente) a imagem das fotos que eles liberam de si mesmos e não a imagem que seus olhos captam nos poucos e efêmeros contatos não virtuais que você mantém com eles!

Louco né?

Esse fenômeno deve ser a explicação para a disseminação das selfies. O desejo do ser humano de ser amado e aceito o conduz a investir muito tempo produzindo fotos de si mesmo e postando nas redes sociais. Tudo para arrecadar admiração e respeito.

Pensando deste modo, seria a selfie  um atestado de baixa auto estima?

Não sei! E, ao contrário do que você pode estar pensando, este post não tem a menor intenção de condenar a captura de imagens na frente do espelho! Até porque, confesso, faço isso todos os dias!

Adoro me fotografar e tenho um álbum de selfies bem diversificado! Acordando, depois de trabalhar horas, depois de chorar em um filme, depois de viajar 30 horas, no espelho do aeroporto, no espelho do carro, depois de malhar e tomar meu Whey de baunilha (que odeio)!!! Faço uma selfie do rabo de cavalo para ver se ficou Ok. Faço selfie para ver se a blusa está transparente e saber se preciso mudar de sutiã!

Mas porque eu não posto todas estas pérolas nas Redes Sociais? Simples assim: porque ninguém me paga por isso e não vendo roupas, batom ou algum lifestyle com isso. Se eu ganhasse algum dinheiro obviamente encheria o saco do povo todo com milhões de selfies pela casa toda e claro… no elevador!!! Este meu ensaio sobre selfie não se dirige, obviamente, àqueles que fazem fortuna com elas, mas atentar aos excessivamente ávidos por elogios, apenas! Porque estes publicam incansavelmente suas selfies por… por quê mesmo?

O que eu quero dizer é que depois que um santo cérebro projetou o celular com câmera, este divino device pode ser o grande aliado rumo ao autoconhecimento.  Fotografar sua cara e seu corpo poderia se fazer uma excelente ferramenta para descobrir quem você é e finalmente decidir onde quer chegar na vida.

Mas para transformar o ato de futilidade no ato de auto-análise é preciso mudar de foco.

Produzir selfies  para si mesmo (sem pensar nas redes sociais e nos elogios que suas fotos renderiam do vizinho gato ou da colega invejosa) pode ser um poderoso exercício ou até uma terapia.

Ohar para dentro dos nossos próprios olhos e aceitar quem somos é um ato de coragem. E não aceitar-se e partir para a busca daquilo que deseja ser requer mais valentia ainda.

Evoluir a partir da análise do auto-retrato é um mecanismo já usado por muitos pintores, que souberam fazer da sua arte o instrumento de sua própria transformação.

Selfie é uma ferramenta disponível. Mais uma das tantas que a modernidade nos oferece e cabe a cada um de nós a decisão de usá-la para ser um animal melhor ou pior do que nossos antepassados, os macacos.

E viva a Selfie!

Beijo

selfies 2

 

Dani Conte
Dani Conte
Escreve sobre moda, beleza e tendências, mas também dá seus pitacos em outros assuntos. Revisa demonicamente todos os conteúdos do blog.

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